Não foi à toa
que nossos “conterrâneos”, quando aqui chegaram, disseram que essa Terra era
boa e que “se plantando tudo dá”.
De lá pra cá,
constatamos que realmente a terra é boa e que só precisamos plantar. No
entanto, para colher bons frutos, precisamos plantar boas sementes. Mas, infelizmente,
nem todas as sementes conseguem germinar. Porém, todas devem ter iguais
oportunidades: de nascer, de crescer e de se tornar parte de nossas hortas.
Muitas vezes,
são as sementes raquíticas, aparentemente desqualificadas e de origem duvidosa,
que obtemos frondosas plantas. E as sementes de boa aparência e de origem
promissora sã as que mais nos decepciona.
Porém, depois
das sementes plantadas, é preciso arrancar as ervas daninhas, adubar e regar. E
é bom lembrar, que algumas mudas podem precisar de tutores; para apoia-las. E outras,
podem precisar de podas para que não ocupem uma área maior do que a sua, delimitada.
E, acima de tudo, será preciso liberdade para que todas recebam um pouco de sol.
Porque todas têm o direito de um lugar ao sol.
No campo
colhemos frutos, hortaliças e verduras que plantamos. E não há surpresas: quem planta abobora, colhe
aboboras; e quem planta abacaxi, colhe abacaxis. No entanto, dentro da “selva
de pedra”, nas cidades, crescem por descaso ou por ganância, as “ervas daninhas”
da sociedade. E, através da injustiça, do racismo e da intolerância, se criam animais
nocivos que se escondem em suas ramas. E aos poucos se alastram, roubam a
liberdade e a nossa tranquilidade.
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Ou seja, tanto
no campo como na cidade, é preciso plantar boas sementes; regar, adubar e arrancar
as ervas daninhas para colher bons frutos. Mas as únicas coisas que plantamos
nas cidades, são: a violência, a ignorância e o desamor. E é por isso que hoje colhemos o que colhemos,
graças ao que plantamos no passado.
Mas, e o que estamos fazendo hoje por nosso
futuro?
Precisamos
cuidar mais de “nossas hortas”, porque... “se plantando, tudo dá!”