terça-feira, 10 de novembro de 2015

O MUNDO EM UM VIDEOGAME


   Quem não gosta de um jogo? A raça humana sempre gostou. Fosse ele qual fosse: os de tabuleiros, os de azar, os da sorte... Se é que existe algum da sorte!

    Desde que o homem é homem, ele se sente inclinado a jogar. Ele joga com tudo que está a seu alcance. Em disputas de: velocidade, de elasticidade, de manobras radicais...

   Mas de uns tempos para cá, o nome do jogo mudou: chama-se rede social. Hoje em dia todo mundo joga esse jogo. O dia todo, o tempo todo!

   O pior, é que, as pessoas não percebem que estão dentro de um jogo. E que esse jogo pode ser mortal.

   Jogam com a vida e com a morte. Com a vida alheia, é claro! Sem dó e sem piedade. Transformam a internet em um videogame, onde passam eternos palhaços, sem graça. Agredindo uns aos outros, difamando, desinformando. Usam máscaras de bons moços, mas desdenham a desgraça alheia.

   Outros são verdadeiros viciados. Apertadores de botões. Ficam horas diante de uma tela vivendo em lugares distantes, sem de fato viver. Vegetam, enquanto o tempo passa, enquanto a vida vai embora.

    Para mudar isso, basta fechar a conexão cibernética e abrir a porta ou a janela para ver o mundo lá fora.

Jussara Pires