Quem não gosta de um jogo? A raça
humana sempre gostou. Fosse ele qual fosse: os de tabuleiros, os de azar, os da
sorte... Se é que existe algum da sorte!
Desde que o homem é homem, ele se
sente inclinado a jogar. Ele joga com tudo que está a seu alcance. Em disputas
de: velocidade, de elasticidade, de manobras radicais...
Mas de uns tempos para cá, o nome
do jogo mudou: chama-se rede social. Hoje em dia todo mundo joga esse jogo. O
dia todo, o tempo todo!
O pior, é que, as pessoas não
percebem que estão dentro de um jogo. E que esse jogo pode ser mortal.
Jogam com a vida e com a morte. Com
a vida alheia, é claro! Sem dó e sem piedade. Transformam a internet em um videogame,
onde passam eternos palhaços, sem graça. Agredindo uns aos outros, difamando, desinformando.
Usam máscaras de bons moços, mas desdenham a desgraça alheia.
Outros são verdadeiros viciados.
Apertadores de botões. Ficam horas diante de uma tela vivendo em lugares
distantes, sem de fato viver. Vegetam, enquanto o tempo passa, enquanto a vida
vai embora.
Para mudar isso, basta fechar a conexão cibernética e abrir a porta ou a janela para ver o mundo lá fora.
Jussara Pires

Nenhum comentário:
Postar um comentário