terça-feira, 3 de setembro de 2019

AMANHÃ EU FAÇO



  O tempo é engraçado, as horas se arrastam quando mais queremos que elas passem rápido. Mas quando queremos ter mais tempo, em um instante as horas voam.

   Quantas vezes você já se ouviu dizendo: amanhã eu faço, mas nunca realizou por não ter tempo?
Deixe eu dizer uma coisa: se você não fez, foi porque não quis fazer; não era prioridade. Porque, gente, quando a gente quer, a noite vira dia.  E o impossível se torna realidade.

   Quem vive na correria sabe o quanto precisa sacrificar para tentar fazer mais do que pode aguentar. E é bem certo afirmar que, quem quer fazer mais do que aguenta, acaba por nada realizar. Ou pior, fazer tudo malfeito. E por fim, acaba transferindo para o outro dia o que não conseguiu fazer. E se for observar direitinho, nem sempre o que fizemos era o mais importante a ser feito; ou seja, se perde tempo e energia inutilmente com coisas sem valor.

   O certo é planejar antes, dar prioridade ao que realmente seja prioritário.  E o mais importante: não perder o foco para realizar o que se quer, e não o que esperam de você. 

  O tempo não para, e nós temos tão pouco dele para viver! Por que desperdiçamos nossas vidas fazendo o que não queremos fazer?

   E é preciso arranjar um tempo para não fazer nada; para tomar um sol, ler um livro, assistir um filme, tomar uma cerveja, conversar com os amigos e trocar ideias. Pois não vivemos só para trabalhar, por mais prazer que o trabalho possa nos dar; é preciso se dar um tempo para respirar.

   Pense o que de fato é importante. E coloque na balança o que mais pesa para ser feliz:  se o poder e o dinheiro ou a liberdade; se o respeito ou o medo; se a complicação ou a simplicidade.

   E o mais importante: diga não. Isso liberta! Diga não para as responsabilidades que não são suas, as que não pode assumir ou as que te consomem.  E por outro lado, é preciso rever seus sonhos, seus desejos; aqueles que estão escondidos, esquecidos, que deixou de perseguir. E por quê?  Para realizar sonhos alheios?

   Não deixe os seus sonhos para depois, por mais bobos que pareçam: não deixe de amar, de fazer planos, de fazer aquela viagem. E de rever aquele amigo, de brincar com o seu cão, de dar um abraço apertado naquela pessoa que tanto você gosta, ou que tanto gosta de você. Esqueça as rinhas, as intrigas, as intolerâncias; são coisas pequenas que não acrescentam nada em nossas vidas.

   E, “nunca deixe para o amanhã o que se pode fazer hoje” é a coisa mais certa que alguém já ditou.  Por isso, arranje um tempo e vá viver como se fosse o seu último dia, o seu último instante. Porque o depois, o amanhã, pode nunca mais chegar.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

SE PLANTANDO TUDO DÁ



Não foi à toa que nossos “conterrâneos”, quando aqui chegaram, disseram que essa Terra era boa e que “se plantando tudo dá”. 

De lá pra cá, constatamos que realmente a terra é boa e que só precisamos plantar. No entanto, para colher bons frutos, precisamos plantar boas sementes. Mas, infelizmente, nem todas as sementes conseguem germinar. Porém, todas devem ter iguais oportunidades: de nascer, de crescer e de se tornar parte de nossas hortas.

Muitas vezes, são as sementes raquíticas, aparentemente desqualificadas e de origem duvidosa, que obtemos frondosas plantas. E as sementes de boa aparência e de origem promissora sã as que mais nos decepciona.

Porém, depois das sementes plantadas, é preciso arrancar as ervas daninhas, adubar e regar. E é bom lembrar, que algumas mudas podem precisar de tutores; para apoia-las. E outras, podem precisar de podas para que não ocupem uma área maior do que a sua, delimitada. E, acima de tudo, será preciso liberdade para que todas recebam um pouco de sol. Porque todas têm o direito de um lugar ao sol.

No campo colhemos frutos, hortaliças e verduras que plantamos.  E não há surpresas: quem planta abobora, colhe aboboras; e quem planta abacaxi, colhe abacaxis. No entanto, dentro da “selva de pedra”, nas cidades, crescem por descaso ou por ganância, as “ervas daninhas” da sociedade. E, através da injustiça, do racismo e da intolerância, se criam animais nocivos que se escondem em suas ramas. E aos poucos se alastram, roubam a liberdade e a nossa tranquilidade.
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Ou seja, tanto no campo como na cidade, é preciso plantar boas sementes; regar, adubar e arrancar as ervas daninhas para colher bons frutos. Mas as únicas coisas que plantamos nas cidades, são: a violência, a ignorância e o desamor.  E é por isso que hoje colhemos o que colhemos, graças ao que plantamos no passado.

Mas, e o que estamos fazendo hoje por nosso futuro?

Precisamos cuidar mais de “nossas hortas”, porque... “se plantando, tudo dá!”

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

CONTAMINAÇÃO VIRAL


As armas biológicas, tecnológicas ou psicológicas que são produzidas para as guerras, são capazes de transtornar o homem: incapacitando-o, manipulando-o, induzindo-o...  E com toda essa capacidade destruidora, já houve especulações sobre a produção de uma poderosa arma biológica, capaz de transformar os inimigos em verdadeiros zumbis; acefalados zumbis!

Já pensou se esse pesadelo se tornasse realidade?

Mas infelizmente, com o avanço da ciência, a capacidade do homem em transformar ficções em realidade já é uma grande possibilidade; Por isso, eu acredito até que os cientistas já criaram uma arma poderosa capaz de tamanha insanidade. Duvida?

 Pois então! Sem que ninguém perceba, o mal já foi disseminado pelo mundo. Porém, supostamente não foi transmitida como supunha que se transmita uma contaminação dessa escala. Não foi através das vacinas, nem pela água, nem pela comida ou pelo ar, mas sim, através da tecnologia; pois é!

Mas nada muito sofisticado como a nanotecnologia ou outro dispositivo qualquer mais moderno, ainda não revelado; para nós, relés mortais. Mas, através das redes-sociais, de vídeos interativos com conteúdo de inutilidades, que mantêm as massas ocupadas 24hras por dia.

 Podemos até dizer que é uma infecção psicológica virtual, que já atingiu a maior parte da população. E na minha opinião, as pessoas infectadas nem sabem que estão infectadas. Sendo que a maioria dos contaminados são os mais jovens; que são os mais vulneráveis. Porém, a contaminação já alcançou todas as idades.

Você já notou a mudança do humor e do comportamento de algumas pessoas, notou? Será que isso é perfeitamente normal?

De uns tempos para cá, as pessoas se tornaram mais agressivas, sem filtro entre o cérebro e a língua, sem limites e constantemente invadem privacidades. E há uma tendência ilógica para a maldade ou para a falta de piedade. Os sentimentos andam confusos, os valores andam trocados; existe uma incapacidade para julgar o certo do errado. Uma insensibilidade geral ao horror, mas um sentimentalismo exagerado para as coisas triviais ou fúteis. E o orgulho, a honra, a vergonha, o caráter e o respeito são palavras praticamente extintas.  A indecência impera nas mais altas camadas sociais às mais baixas.

Algumas dessas pessoas se tornaram altamente perigosas ou esquecidas em seus mundos paralelos ou temporais; são verdadeiros autistas, dementes.

Os zumbis são pessoas rasas, por isso vivem sem objetivos, não conseguem pensar, refletir. Porque em lugar de seus cérebros está um grande vazio; são ocos e fazem ecos com o pensamento dos outros. E por isso precisamos nos proteger dos constantes ataques bestiais desses mortos-vivos, que vivem em uma realidade distorcida, ao ponto de ver seu reflexo refletido nos outros.

São poucos que ainda não foram infectados, que podem fazer uma grande diferença para o futuro da humanidade.

E você, está ou não contaminado?