sábado, 29 de setembro de 2018

DESCARTÁVEIS

Os descartáveis aumentam a cada dia.
Tem gente que acredita que tudo vem dos mercados. E que a natureza não é importante, é tão somente uma paisagem para compor os jardins. Hoje em dia tudo ou quase tudo é industrializado, e suas embalagens são descartadas sem a preocupação das consequências disso. 
Ignorando a necessidade de manter o equilíbrio do ambiente, despejam todos os dias toneladas de lixo e dejetos, como: sacos, copos, garrafas e outros tantos materiais plásticos; são jogados aos montes por todos os pontos cruciais para a vida do planeta:  na terra, nos rios, nos lagos nos mares, nas nascentes, praias, córregos... 
 Os consumistas, de todas as idades, não se preocupam aonde vai parar o lixo que consomem. E nada tem muita durabilidade em suas mãos nervosas.  Mas o lixo industrializado passa uma eternidade para se decompor, principalmente o plástico. E com tanto lixo, aumenta a proliferação de animais perniciosos e de agentes tóxicos que contaminam o solo, a água e o ar; acabam envenenando a flora e a fauna. 
Mas isso não é novidade, é bem verdade! Quantos já falaram da necessidade de reverter esse quadro trágico que vivemos? Mas ninguém tem interesse em reverter isso, não é mesmo? Sejam os grandes empresários, que faturam montanhas de dinheiro; sejam as autoridades, que enchem os bolsos de propinas; ou sejam os consumistas, com sua sede de comprar, comprar, comprar... Tapam os olhos por ignorância ou por pouco caso, mas o importante é continuar a obter objetos muitas vezes desnecessários.
Li outro dia algo interessante sobre uma arte milenar com cerâmicas quebradas; para não jogarem no lixo as cerâmicas quebradas, costumavam ser coladas com uma fina camada de ouro. E assim, as transformavam em uma peça única, uma peça preciosa. Eu achei isso sensacional! Pois, além de não descartarem de um objeto antigo, davam a ele um valor inestimável, um valor histórico.  Pois toda peça tem uma história a ser contada.
Os homens, infelizmente, estão se tornando como a cerâmica quebrada, mas que não pode ser consertada. Pois a maioria deles já perdeu seus valores morais e ou intelectuais. Eles contaminam tudo que tocam, tudo que querem, tudo que veem. Estão se tornando lixo, o pior lixo que um planeta poderia ter, e vão se juntando aos outros lixos. Todos descartáveis.
 E com tanto lixo, o que será do nosso planeta?



    segunda-feira, 17 de setembro de 2018

    QUEM PUXA O GATILHO?




    Atrás de uma arma sempre há um atirador. Mas quem é o primeiro a puxar o gatilho?

    A nossa sociedade é montada como uma pirâmide, onde a elite está no topo e o povo está na casta mais baixa. E a história conta que, desde muito tempo, a casta mais alta mantém controlada a extensa casta baixa; por coação. E, é através das castas medianas que garante-se que isso aconteça.  Sempre foi assim e nunca ninguém conseguiu mudar.

    Um cachorro, por exemplo, quando doutrinado para ser um bom cão de guarda, é domado por instrutores para atender a certos comandos. E por mais valente que seja o cão, ele sempre irá obedecer na hora de parar; e por mais sereno que seja o cão, ele sempre irá obedecer na hora de atacar.  Assim é o homem das castas, um cão treinado para obedecer; que ladra, ladra mais não morde ou simplesmente morde na hora que não ladra.  Porque sua coleira é ajustada para mantê-lo sempre à espera da palavra certa. Sem isso, ele não consegue fazer nada.

    Doutrinado, domado, mesmo sem saber, o homem se torna fera. E como fera, ele é a arma mais letal entre todas as armas; não porque ele possa matar, mas porque ele pode ser manipulado ou, pode manipular outras feras a agirem como ele na hora certa.

    Mas na maioria das vezes, o verdadeiro culpado de puxar o gatilho, não é o criminoso que está atrás da arma; ele é só mais uma vítima, não passa de mais uma carta marcada para encobrir quem está dando as cartas. 

    E o comando desce como cascata, do topo da pirâmide, do primeiro até o último atirador.  E apesar das castas mais altas se considerarem superiores às outras castas, elas também não passam de feras necessárias à sua causa; hora arma, hora atirador.  E, sem esquecer que as armas se tornam descartáveis quando perdem suas balas. Então, independente de qual casta pertença, sendo a arma ou o atirador, fará o que for designado a fazer, dependendo só do comando que irá receber.

    Concluindo: atrás de uma arma sempre há um atirador, autorizado ou não a matar. Mas, o primeiro a apertar gatilho, quem será? Quem comanda a esfera? Com certeza eu não sou.

     E você, fera, quem é? É a arma ou o dedo do atirador?